A Shena foi encontrada durante um acampamento de escuteiros, num bosque com apenas alguns dias de vida. Todos os seus irmãos foram imediatamente adoptados, ela era a única que ainda não tinha ninguém que a quisesse era a mais pequenina, a mais magrinha e menos apelativa além de que tinha uma conjuntivite. Eu fiquei logo com esperança de a poder levar para casa, aproveitei a ausência da minha mãe e trouxe-a comigo. Ela foi crescendo e transformou-se numa gata lindíssima.

Por um breve período de tempo esteve noutro lar, mas depois regressou ‘às origens’ onde permanece até hoje. Ao regressar trouxe consigo um filho adoptivo: O Murphy. O Murphy tinha sido adoptado pelo casal que tinha a Shena durante o período em que esteve longe de mim e era bebé quando foi para a sua casa.

A Shena sempre foi uma gata muito senhora de si, que gosta do seu espaço; aprecia algum afecto, mas tem de ser dentro dos seus termos e condições. Contudo, aquando da chegada do Murphy, revelou-se muito maternal. O Murphy é o total oposto da Shena, muito carente e dependente, quer sempre mimo e mesmo quando os donos requerem algum espaço pessoal ele insiste em que cumpram a sua vontade. Apesar de serem opostos, existem algumas semelhanças entre eles nomeadamente o facto deles se acharem donos da mansão e serem muito críticos do alarido dos cães, fazem questão de os castigar quando vêem necessário. Além do mais o Murphy ensinou a Shena a expressar os seus pedidos mais vocalmente do que o que ela costumava fazer, tornaram-se na dupla imbatível mais felpuda e implacável que existe e que nos dá calma e tranquilidade e ordens e esperemos que continuem a ser donos da mansão por muitos mais anos.

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