O Flecha foi resgatado do canil dos Açores e teve três famílias de acolhimento temporário até chegar a nós. Escolhemo-lo através de um site de adopção de animais (adopta-me.org) e fomos buscá-lo. Nasceu a 25 de Junho de 2016 filho de uma cadela rafeira alentejana e de um cão border collie. Muito inteligente, quando chegou aos nossos braços não sabia brincar com uma bola sequer, mas com o tempo aprendeu e a bola é agora um dos seus brinqudos favoritos. Tinha a reputação de ser um cão hiperactivo e destructivo, o último adjectivo veio a confirmar-se mais tarde. Contudo cremos que é por ser ainda um cachorro e que com o tempo irá passar. Desde sempre se mostrou um cão muito afectuoso, meigo e carente de atenção, com muita vontade de aprender e ser estimulado física e psicologicamente. Está no nosso lar e nos nosso corações desde o dia 23 de Outubro de 2016 e tem crescido, aprendido e evoluído imenso e esperemos que continue a fazer parte das nossas vidas por muitos anos.

O Himalaias foi um resgate do Flecha. No dia 6 de Janeiro de 2017, durante um passeio o Flecha foi brincar com o Himalaias que a dada altura corre atrás de uma bicicleta. Ao som do meu grito o Flecha parou na berma, mas o Himalaias precipitou-se para o meio da estrada. Os carros começam a abrandar e eu atraio-o para vir brincar com o Flecha novamente. Depois de muitas tentativas frustradas, consegui com muito custo colocar-lhe uma coleira estranguladora e levá-lo ao veterinário: não tinha chip e tinha cerca de 1 ano e meio. Tentámos levá-lo ao canil, mas estava sobrelotado. Colocámos vários anúncios de adopção, mas não obtivémos resposta. Aqueles olhos doces e a sua disposição calma foram conquistando os nossos corações, o tempo foi passando e ele foi ficando. Hoje já não imaginamos a nossa vida sem ele.

São irmãos de mães diferentes e com os quais tenho ligações distintas. O Flecha é o bebé que me fascina pela sua inteligência e fidelidade. Cativa-me sempre com a sua meiguice, entusiasmo, espírito brincalhão e pela sua ânsia por estar perto de nós, como se fôssemos o centro do seu universo. O Himalaias por outro lado desperta em mim uma compaixão enorme, por tudo aquilo que passou e nutro por ele uma admiração extrema porque apesar disso se mantém meigo, gentil, submisso, calmo e brincalhão. Espero ter o privilégio de continuar a vê-los crescer e que eles possa continuar a ser os bebés da casa.

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