Uma das minhas grandes paixões sempre foram cavalos. Sempre que andava a cavalo sentia-me livre e feliz e por isso de certa esse animal tornou-se um símbolo disso mesmo. Ao ver dois desses lindos gigantes fiquei tão feliz que na minha ingenuidade quis ver como iriam reagir o Flecha e o Himalaias à sua presença sem qualquer tipo de influencia da minha parte – ou controlo – por isso soltei-os. Mal eu sabia que o meu fascínio por este meu símbolo vivo em nada se comparava ao deles.

Correram na sua direcção e esqueceram-se da minha existência.

O Flecha foi o primeiro que consegui apanhar. Ironicamente. O maior obstáculo foi sem dúvida o Himalaias. Corri atrás dele desesperadamente com medo que ele assustasse os cavalos e se magoasse. Finalmente apanhei-o e estava em pânico pelo que poderia ter acontecido e ralhei com eles, mas não tanto como comigo. Sinto-me sempre triste e culpada quando ralho com eles porque sinto que a maior responsabilidade pelo seu comportamento é minha e por isso vou guardar esta experiência para melhorar.

O mais extraordinário é que estes pequenos seres de grandes corações depois de algum tempo deitados na cama sentindo que eu estava zangada com eles, vieram ver o que o Murphy tinha, porque estava a tossir e depois pousaram os seus focinhos no meu colo com todo o amor e carinho, o que me faz querer ser ainda uma melhor dona merecedora de tão bons meninos de 4 patas.

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