Reencontros são o ressuscitar da alma saudosa.

Há muito poucos sentimentos que se equiparem ao que se apoderou de mim quando recebi aquela mensagem no dia 14 de janeiro. A mensagem vinha de alguém que conhecia o Himalaias e que estava verdadeiramente preocupado com ele. Este bom coração que tem como dona a Andreia, tinha organizado buscas e procurado exaustivamente o Himalaias pelas ruas onde costumava vê-lo perambular. Temeu o pior pelas deambulações características do Himalaias que muitas vezes o levavam para a estrada inadvertidamente, correndo muitos riscos e parando muitos corações.

Contudo a esperança acendeu-se na Andreia após ter-se deparado com um dos vários anúncios que coloquei acerca do Himalaias. Concordámos então encontrar-nos para confirmarmos se era de facto o mesmo ‘ursinho-polar’ de sangue canino. Confirmaram-se as suspeitas e o alívio e a felicidade competiram entre si dentro de cada ser presente naquele reencontro.

Surpreendeu-me o quão reconfortante é encontrarmos uma solidariedade e altruísmo genuínos. Aquece-nos por dentro. Dá-nos ânimo e alento. Alimenta a nossa força para concretizarmos projectos. Incita a acção e inibe a passividade tão característica do comodismo vivido numa sociedade tão individualista e egoísta como aquela em que nos inserimos. Além de que é sempre entusiasmante encontrar alguém que partilhe das mesmas paixões que nós.

Tanto eu como o David, o Flecha e o Himalaias te agradecemos, Andreia pelo teu coração gentil e generoso. Não incluo o Murphy e a Shena, porque possivelmente eles ainda me ressentem por ter transtornado a paz do seu refúgio ao ter trazido tanto alarido e vida ao nosso lar, mas têm aprendido a gostar deste novo estilo de vida, só que não dizem.

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